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Transporte Coletivo: Relação incestuosa entre Prefeitura, Sindicato e Viação Vitória ( parte 9)
02/04/2018 00:24 em OPINIÃO

O transporte público no Brasil está cada vez mais caótico, com más administrações, a população vem sofrendo cada vez mais com as políticas relativas a esse setor, que afeta o humor dos brasileiros e conquistenses.
Ônibus velhos sucateados, veículos do século passado em algumas regiões, quando se visa, exclusivamente o lucro, sem qualquer responsabilidade social, essa cabe ao poder público , concedente do serviço fiscalizar, mas apenas finge que o faz.
Na cidade de Vitória da Conquista, vários acidentes com ônibus coletivo urbano aconteceram, até culminar com o desprendimento de duas rodas de um veículo pesado, em plena via pública, poderia ter acontecido uma tragédia que ceifasse uma vida humana. Com esse acontecimento reportado pelos blogs e discutido nas redes sociais, o governo letárgico fingiu tomar uma atitude.
Pasmem senhoras e senhores, no mesmo dia da tragédia anunciada há mais de um ano, a Prefeitura de Vitória da Conquista, promoveu um espetáculo pirotécnico, e fez uma intervenção branda na Viação Vitória, protagonista de vários acidentes envolvendo a conservação dos seus veículos na cidade. Com quase todos os servidores da Secretaria de Mobilidade Urbana do município, o Coronel Esmeraldino Correia, chefe da Secretaria, ordenou o lacramento de 29 veículos da empresa citada, quantidade correspondente a 40% da frota; todavia, nenhuma providencia foi tomada para servir a população que, teve diversas linhas suprimidas do sistema de transporte.
O detalhe interessante é, que as rodas que se soltaram do veículo, estavam sem qualquer condição de uso, (pneu liso) esse detalhe é corroborado por outro, essa mesma secretaria, diz ter promovido uma intensa fiscalização nos ônibus das duas empresas, que servem aos passageiros da cidade, dez dias antes do ocorrido. Demonstrando claramente que não houve fiscalização alguma, mesmo porque, o estado dos pneus dos veículos, nos remete a um período de tempo, não inferior há seis meses.
Isso nos faz crer que o poder público, não é só letárgico , mas antes de qualquer coisa, irresponsável com as vidas dos usuários do sistema, que nada mais nada menos, são os representantes do proletariado da cidade, aqueles que exercem as funções mais duras e cansativas da economia do município e no mínimo deveriam ter o conforto correspondente ao valor pago para utilização do transporte público.

Na reportagem abaixo, o blog do Anderson informa que o prefeito Pereira recebe seus apoiadores nas eleições de 2016 e promete uma fatia das linhas de transporte urbano

A partir dessa segunda-feira (23) as vans não poderão mais circular no Terminal Urbano de Vitória da Conquista, localizado na avenida Lauro de Freitas. A medida anunciada na última semana pegou os vanzeiros de surpresa, tendo em vista que a categoria recebeu a promessa de legalização do sistema e atuou ativamente nas últimas Eleições 2016 quando o prefeito Herzem  Pereira derrotou o petista José Raimundo Fontes em segundo turno. “Já estamos trabalhando para regulamentar o transporte complementar e vamos agilizar esse processo”, afirmou o prefeito Herzem Pereira. Durante reunião com motoristas clandestinos, o alcaide peemedebista esclareceu as dúvidas sobre a mudança e ouviu sugestões dos membros da Associação do Transporte Alternativo (clandestino) de Vitória da Conquista. O projeto de regulamentação do Transporte clandestino está em fase de estudo. Até que tudo seja finalizado e haja um relatório técnico a respeito da quantidade de linhas autorizadas, dos corredores de acesso e áreas de circulação definidas para as vans, o Governo deve enviar à Câmara Municipal um Projeto de Lei pedindo a anistia das multas relativas à irregularidade do transporte.

As negociações com o transporte clandestino encontra lugar aconchegante no  Gabinete do Prefeito Pereira, esse manda servir água gelada, cafezinho e salgados aos seus parceiros de campanha eleitoral, protendo dias melhores aos detentores das “VANS” que foram peças importantes na eleição do mandatário municipal.

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